Comissão de tatuador: como dividir no estúdio
A divisão entre estúdio e tatuador é uma das conversas mais delicadas de quem tem estúdio. Este guia explica os modelos mais usados, o que entra na conta e como evitar desconfiança.
Modelo por porcentagem
O estúdio fica com uma parte do valor de cada tatuagem e o artista com o resto. Divisões como 30/70, 40/60 e 50/50 são comuns, e o percentual costuma variar com o que o estúdio entrega: clientes, divulgação, recepção, material e estrutura.
É bom para quem está começando, porque o artista só paga quando fatura.
Modelo por aluguel de cadeira
O artista paga um valor fixo por mês para usar o espaço e fica com todo o valor das tatuagens. É comum para artistas com agenda cheia e clientela própria, que faturam mais do que pagariam em porcentagem.
Modelo misto
Um valor fixo menor mais uma porcentagem também menor. Divide o risco entre estúdio e artista.
O que entra na conta
- Material: quem paga agulha, tinta e descartável? Deixe combinado.
- Taxa de cartão: é descontada antes da divisão ou não?
- Sinal perdido por falta: fica com o estúdio, com o artista ou é dividido?
- Clientes trazidos pelo estúdio e clientes do próprio artista: mesma regra ou regras diferentes?
Transparência evita briga
Combine por escrito, registre cada sessão e feche o mês com um relatório que os dois conseguem conferir. Quando o artista vê as próprias sessões e o valor dele, a confiança vem junto.
Perguntas frequentes
Qual a comissão mais comum para tatuador?
Não existe um número único. Divisões entre 30/70 e 50/50 são frequentes, e o aluguel de cadeira é comum para artistas com clientela própria.
Comissão é sobre o valor bruto ou líquido?
Depende do combinado. O mais claro é definir por escrito se taxas e material saem antes da divisão.