Comissão de tatuador: como dividir no estúdio

A divisão entre estúdio e tatuador é uma das conversas mais delicadas de quem tem estúdio. Este guia explica os modelos mais usados, o que entra na conta e como evitar desconfiança.

Equipe BatokeeAtualizado em 5 min de leitura

Modelo por porcentagem

O estúdio fica com uma parte do valor de cada tatuagem e o artista com o resto. Divisões como 30/70, 40/60 e 50/50 são comuns, e o percentual costuma variar com o que o estúdio entrega: clientes, divulgação, recepção, material e estrutura.

É bom para quem está começando, porque o artista só paga quando fatura.

Modelo por aluguel de cadeira

O artista paga um valor fixo por mês para usar o espaço e fica com todo o valor das tatuagens. É comum para artistas com agenda cheia e clientela própria, que faturam mais do que pagariam em porcentagem.

Modelo misto

Um valor fixo menor mais uma porcentagem também menor. Divide o risco entre estúdio e artista.

O que entra na conta

  • Material: quem paga agulha, tinta e descartável? Deixe combinado.
  • Taxa de cartão: é descontada antes da divisão ou não?
  • Sinal perdido por falta: fica com o estúdio, com o artista ou é dividido?
  • Clientes trazidos pelo estúdio e clientes do próprio artista: mesma regra ou regras diferentes?

Transparência evita briga

Combine por escrito, registre cada sessão e feche o mês com um relatório que os dois conseguem conferir. Quando o artista vê as próprias sessões e o valor dele, a confiança vem junto.

Perguntas frequentes

Qual a comissão mais comum para tatuador?

Não existe um número único. Divisões entre 30/70 e 50/50 são frequentes, e o aluguel de cadeira é comum para artistas com clientela própria.

Comissão é sobre o valor bruto ou líquido?

Depende do combinado. O mais claro é definir por escrito se taxas e material saem antes da divisão.